Viana do Castelo


Sítios Arqueológicos Castrejos

Castro de Moldes

Visitado a 24 de julho de 2025

A jornada por terras vianenses iniciou-se pela zona de Castelo de Neiva, mais concretamente pelo Castro de Moldes, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1970. Localizado na encosta sul de um pequeno monte sobranceiro ao rio Neiva, o Castro de Moldes seria um povoado de pequenas dimensões. Terá sido ocupado até à Idade Média, quando foi construído um castelo roqueiro na sua acrópole. Atualmente o monte divide-se em duas zonas distintas: o topo e a encosta. No topo localiza-se uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Emigrantes, construída no passado século XX, e do outro encontra-se montado durante todo o ano um recinto rodeado de uma paliçada de madeira onde é organizada a Feira Medieval de Castelo de Neiva. O local onde se encontra o recinto possui ainda algumas estruturas de apoio ao evento construído, encontrando-se onde se acredita que terá existido o tal castelo que acabou por dar o nome à própria localidade. Ainda no recinto existe um monumento em homenagem ao Santo Condestável, similar àquele que existe na Citânia de Roriz (Barcelos) e uma antena de telecomunicações. Por sua vez, na encosta é onde se encontram as ruínas do castro em si. À medida que vai subindo a estrada de acesso ao topo, é possível reparar mais ou menos a meio num pequeno desvio em terra batida orientado por placas de orientação de um trilho pedestre concelhio que aí passa. A dada altura é necessário descer a encosta, que possui um declive bastante considerável e está coberta de vegetação evasiva como fetos e giesteiras. Poucos metros adiante, numa pequena clareira no meio do eucaliptal, encontram-se as estruturas castrejas de algumas habitações de planta circular e retangular. Todavia, o local encontra-se coberto de uma abundante vegetação e é praticamente impossível ao visitante não passar por cima das ruínas aí existentes enquanto se desloca pelo sítio arqueológico ou enquanto somente faz o trilho pedestre. 

No local não existe nenhum painel informativo, contudo, a poucos quilómetros daquele lugar, junto à junta de freguesia local, existe um painel explicativo de todo o trilho pedestre, com breves informações sobre o Castro de Moldes. Além disso, no edifício da junta de freguesia existe um núcleo museológico arqueológico sobre o Castro de Moldes, inaugurado em 2010, com importantes achados feitos no local. Na temática do seu espólio, este castro é uma das mais importantes referências da cultura castreja do noroeste peninsular, já que foram aí descobertos dois capacetes de bronze praticamente intactos. Uma característica muito interessante desses capacetes é o facto de serem já do período romano, mas são decorados com motivos castrejos, como linhas curvilíneas típicas da arte castreja. A presença desses capacetes veio confirmar a importância estratégica do povoado, num período anterior e posterior à chegada do invasor romano. Os capacetes encontram-se depositados e expostos no núcleo arqueológico presente na junta de freguesia local. Outro achado singular, mas comum a outros castros vianenses e da costa portuguesa, são as salinas portáteis, onde se colocava água do mar para obter sal através do processo de evaporação. O local foi visitado três vezes pelo investigador, sendo a primeira em 2019, a seguinte em 2022 e a última em 2025. Ao longo de seis anos não foi possível denotar nenhuma evolução positiva ou negativa no assentamento castrejo, encontrando-se sempre na mesma situação quer de conservação, quer de limpeza, quer de manutenção e quer de valorização turística. Estas características poderiam levar a crer que de facto o Castro de Moldes seria um importante recurso turístico do concelho e um dos recurso-âncora da cultura castreja, porém o local parece encontrar-se esquecido à sombra do castelo. Além disso, algumas terraplanagens realizadas aquando a construção de algumas casas no seu sopé e da própria estrada poderão ter danificado o castro em si. A sua reabilitação para uma melhor usufruição turística do espaço seria importante para evitar a degradação do castro. Além disso, a sua localização fica a poucos metros do percurso efetuado por milhares de peregrinos que anualmente realizam o Caminho Português de Santiago de Compostela da Costa, a quem não chega a informação da existência de tão relevante sítio arqueológico a meros minutos de distância. 

Quanto à sua promoção, o município de Viana do Castelo tem realizado um bom trabalho. O castro surge como importante recurso patrimonial quer na página do município, quer na página do Aspiring Geoparque do Litoral de Viana do Castelo. Nessas entradas individuais pode-se ter mais informações sobre o recurso, sobre o espólio descoberto, localização e até fotografias bem atualizadas do mesmo. Além disso, a criação de um núcleo museológico na proximidade do local, demonstra a vontade do município vianense e da junta de freguesia local em dar a conhecer o sítio arqueológico e a importância histórica do mesmo para a região. Contudo, o sítio do Castro de Moldes não pode ser somente trabalhado como o local de passagem de um trilho pedestre. Necessita obrigatoriamente de um projeto de musealização adequado que o potencia como relevante sítio que é. Em suma, devido a todas as características únicas que possui, agregadas a boa quantidade de vestígios visíveis, o Castro de Moldes possui de facto um bom potencial turístico que necessita de ser ainda mais trabalhado. 


Castro de Roques

Visitado a 24 de julho de 2025

Caminhando em direção a norte, encontra-se no alto do Monte de Roques, um importante povoado castrejo denominado de Castro de Roques, selecionado por possuir um balneário castrejo, mesmo não possuindo qualquer classificação de proteção de momento. Este castro deveria ser de médias dimensões e protegido por cinco linhas de muralha. Além disso, foi aqui descoberto também um balneário castrejo, um dos poucos existentes no território do noroeste do país, contudo já sem a sua Pedra Formosa. Chegar ao sítio arqueológico é um desafio. Os acessos são feitos por caminhos florestais de péssimas condições, sobretudo se se optar pelo acesso pela encosta este do monte. À chegada ao local reparou-se que o local do sítio arqueológico se encontrava bem mais limpo do que foi vislumbrado em 2022, quando o povoado estava todo coberto de giestas e outra vegetação. Ainda assim, existia alguma vegetação evasiva no local. Poucas são as ruínas visíveis no local, estando a zona escavada delineada por uma cerca feita em madeira, bastante rudimentar. Essas ruínas correspondem a algumas habitações do povoado. Quanto ao balneário este não era visível, nem era percetível a sua localização. No local existem ainda algumas formações naturais reconhecidas como o Penedo do Galo ou a Pegada do Santinho. Há ainda a chamada Boca da Serpente, uma espécie de pequena gruta que dá acesso a uma nascente, que se acredita que terá sido utilizada pelos castrejos para obtenção de água, quase como cisterna. Não existe nenhum painel informativo que indique a sua presença, ainda que haja no sopé do monte alguma sinalética rodoviária. 

Ainda que seja considerado pelos arqueólogos o maior castro da região do Entre Lima e Neiva, o povoado está abandonado, não sendo visíveis quaisquer trabalhos para de facto o valorizar turisticamente e, principalmente, proteger e conservar. A cerca de madeira não é suficiente, sendo facilmente transponível. O único aspeto que aqui pode ser referido a sua integração num trilho pedestre vianense a ele dedicado, nada mais. Em termos promocionais, somente há referência ao trilho previamente apresentado, sendo que na página do Aspiring Geoparque do Litoral de Viana do Castelo existe também uma entrada própria do castro, ainda que as fotos aí apresentadas sejam bem datadas. Fora isso não existe mais nenhuma divulgação do mesmo. O local foi visitado em 2022 e 2025, sendo que a única evolução que demonstrou foi de facto a sua limpeza, que consoante o Dr. Miguel Costa, da Divisão de Arqueologia da Câmara Municipal de Viana do Castelo, é efetuada com apoio do corpo de bombeiros local, em épocas de menor risco de incêndio florestal. Outro pormenor a considerar é o facto de o sítio arqueológico não possui uma classificação de proteção, ainda que o processo tenha sido iniciado, mas caducou em 2012, não tendo sido realizada uma nova tentativa por parte do concelho vianense. 

Conclui-se que apesar de ser um local com uma característica raríssima da cultura castreja (a existência de um balneário) e de enorme dimensão, os trabalhos arqueológicos pouco desenvolvidos agregados ao seu isolamento e péssimas condições de acesso, atribuem-lhe de momento uma capacidade atrativa e de usufruição turística, ainda que existe de facto algum potencial a ser trabalhado. Esse potencial, ainda que diminuto, pode ser comprovado por uma vontade que surgiu por volta de 2005 de incorporar o povoado no grupo de castros candidatos a Património Mundial da UNESCO. Todavia, essa incorporação não ocorreria. 


Castro de Sabariz

Visitado a 24 de julho de 2025

Muito próximo ao Castro de Roques, em direção a oeste, encontra-se o Castro de Sabariz, um pequeno povoado localizado num lugar com o mesmo nome, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1962. Do povoado castrejo praticamente nada existe, já que na sua acrópole foi construída uma pequena capela dedicada a Santo Amaro, para qual foram efetuadas diversas terraplanagens, destruindo parte do castro. Além disso, muito próximo à zona arqueológica encontram-se também algumas habitações que poderão também ter danificado o castro. Aliás, consoante a informação patente na sua entrada no website do SIPA, em 2006, ocorreu no local uma prova de veículos todo-o-terreno, e cortes de várias árvores, o que levou também a agravar a destruição do povoado castrejo. Contudo, junto à estrada de acesso à capela, encontra-se um pequeno troço da sua linha de muralha, coberto com alguma vegetação, mas visível. Trata-se do único vestígio de todo o povoado. À semelhança de outros castros, não existe nenhuma proteção ou indicação junto desse troço de muralha, o que acaba por levar ao desconhecimento geral da sociedade sobre aquele local e a sua relevância histórica. Ao contrário de outros povoados vianenses, não se encontra inserido em nenhum trilho pedestre, sendo a sua promoção e divulgação inexistente. Resta destacar que entre a visita efetuada em 2022 e a que foi realizada em 2025, o Castro de Sabariz não apresentava nenhum tipo de evolução, quer positiva, quer negativa, encontrando-se exatamente no mesmo estado. Pela sua reduzida dimensão, quase inexistência de vestígios visíveis (devido também à construção da igreja e a reduzida quantidade de trabalhos arqueológicos no local) e pela sua reduzida dinamização, pode-se concluir que o Castro de Sabariz não possui potencial como recurso turístico.


Castro de São Silvestre de Cardielos

Visitado a 24 de julho de 2025

Continuando agora para a margem norte do rio Lima, localiza-se o Castro de S. Silvestre de Cardielos, localizado na vertente meridional da Serra de Perre, selecionado por pertencer à Rota dos Castros do Alto Minho, nos seus primórdios, ainda que não possua qualquer classificação de proteção. Trata-se de um assentamento castrejo de dimensão média, com alguns vestígios visíveis de estruturas que corresponderão a habitações de planta circular e ovalada. O sítio arqueológico encontra-se próximo a um importante templo de romaria vianense dedicado a S. Silvestre, sendo que existem diversas estruturas aí construídas de apoio à capela. Na zona das ruínas, à data da visita, existia uma elevada quantidade de vegetação sobre as mesmas. Para assinalar a sua presença, existe junto à capela um pequeno painel informativo sobre o castro, em português e inglês, correspondente ao trilho pedestre que por aí passa e que o inclui. Apesar de atualmente ser meramente um ponto de passagem de trilhos, a sua promoção já foi diferente, já que este castro integrou numa fase inicial a Rota dos Castros da CIM Alto Minho, tendo sido posteriormente retirado e substituído por outro. O castro possui uma entrada própria à semelhança de outros sítios arqueológicos no website oficial do Aspiring Geoparque do Litoral de Viana do Castelo e, também, nos recursos arqueológicos turísticos no website oficial da Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo somente um dos quatro castros aí presente. Além disso, há também referências ao povoado na resenha histórica da junta de freguesia local, no seu próprio website. Finalmente, pode-se concluir que o Castro de S. Silvestre de Cardielos apresenta um potencial turístico muito reduzido. No concelho de Viana do Castelo existem outros povoados de maior dimensão e com mais estruturas visíveis e em melhor estado de conservação. Ainda assim, a sua implementação atribui-lhe uma paisagem impressionante e posiciona-o junto a um dos principais templos religiosos da região, ao qual acolhem milhares de peregrinos anualmente. Estas últimas características poderão ser uma alavanca para o potenciar turisticamente no futuro. 


Castro de Vieito

Visitado a 24 de julho de 2025 

Avançando a direção à jusante do Rio Lima, encontra-se o sítio arqueológico denominado de Castro de Vieito, selecionado por ser um exemplo a não seguir (tal como será explicitado nas próximas frases) e por possui um centro interpretativo próprio. Este povoado castrejo é seguramente um exemplo pela negativa de como por vezes estes assentamentos acabam por incomodar decisões políticas e administrativas de grande calibre. Entre junho de 2004 e julho de 2005, o Castro de Vieito foi alvo de uma escavação arqueológica de emergência, à qual acorreram vários arqueólogos das mais diversas partes do país. Acontece que o povoado teve o infortúnio de estar localizado a meio do trajeto da continuação da autoestrada A28, que ligaria Viana do Castelo a Caminha. Conforme o arqueólogo municipal, o Dr. Miguel Costa, a empresa estatal Infraestruturas de Portugal (IP), apesar de ter dinamizado esta escavação de emergência, nunca teve o intuito de manter o castro, apressando e pressionando o trabalho das equipas de arqueólogos aí presentes. Existem mesmo fotografias que mostram que a autoestrada estava já praticamente construída faltando somente aquele pequeno troço onde estava situado o assentamento castrejo. Foram escavados mais de 15 mil m2 e descoberta uma enorme quantidade de espólio (cerca de 14 toneladas de cerâmica e mais de mil artefactos líticos, entre outros). Ainda consoante o Dr. Miguel Costa, em conversa no local, a contestação por parte da população local foi grande, chegando em algumas situações quase a chegar a vias de facto, tendo por isso a IP prometido a criação de um museu para colocar parte do espólio escavado, que só seria inaugurado mais de 10 anos. Aliás, analisando algumas notícias da altura, como da RTP, apresenta-se que existiram várias tentativas dos responsáveis políticos de Perre, por diversos meios judiciais, para evitar que o traçado dessa autoestrada levasse ao desaparecimento do castro. Acredita-se que somente um terço do povoado não chegou a ser escavado, mas que os restantes dois terços acabaram por ser destruídos para a construção da autoestrada. Antes sequer de ser criado o plano de construção dessa importante via automóvel, existiam já algumas estruturas castrejas do Castro de Vieito visíveis, porém deixadas ao abandono. Se estas por ventura fossem valorizadas com a criação de um espaço de usufruição turística, teria o povoado tido o mesmo destino? Deixa-se aqui esta pergunta para reflexão do leitor. No local, tanto na visita efetuada em 2022 como na visita efetuada em 2025, não é percetível qualquer vestígio, tal como era expectável. Contudo, para se conhecer o Castro de Vieito, parte do seu espólio e o seu trágico fim pode-se visitar o Centro Interpretativo do Castro de Vieito, localizado no edifício da junta de freguesia, instalado na antiga escola primário de Perre. Aí poder-se-á ver mais sobre o castro, mas também sobre esta escavação de emergência, podendo ver até fotografias desse momento impressionante da arqueologia portuguesa. 

A inclusão do Castro de Vieito nesta listagem deveu-se ao facto de elucidar o possível futuro de muitos outros povoados como este, caso não se procure realmente os proteger e valorizar. Além disso, enquanto o castro em si não possui, como se pode calcular, qualquer potencial turístico, o seu centro interpretativo de facto possui, como meio de alerta da importância de proteção deste e de qualquer outro recurso patrimonial. Em termos promocionais, a Câmara Municipal de Viana do Castelo apresenta o centro interpretativo do Castro de Vieito como um espaço museológico a conhecer no concelho.


Citânia de Santa Luzia

Visitado a 24 de julho de 2025 

Continuando a análise em direção à jusante do rio Lima, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo, encontra-se no alto do Monte de Santa Luzia, a Citânia de Santa Luzia, classificado desde 1926, como Monumento Nacional. Trata-se de um dos mais relevantes sítios arqueológicos do norte de Portugal, estando de momento sob tutela do Estado Português através do Património Cultural I.P., à semelhança do que acontece com o Castro de Tongóbriga, inserido na cidade romana de Tongóbriga (Marco de Canaveses), já anteriormente apresentado. Tal como referido pelo Dr. Miguel Costa, em entrevista, arqueólogo da Câmara Municipal de Viana do Castelo, "[…] apenas a Citânia de Santa Luzia apresenta atualmente uma vocação turística mais consolidada […]". O povoado é composto por diversas estruturas castrejas visíveis e em bom estado de conservação, correspondendo a habitações de planta circular e retangular, linhas de muralha, arruamentos e até torres de proteção. Os acessos são ótimos até ao local. Existe ainda um centro de receção à entrada, onde para além de se adquirir os bilhetes de acesso, pode-se obter mais informação sucinta sobre a citânia. Um importante ponto a considerar é a existência de um passadiço metálico ao longo de todo o sítio arqueológico que orienta a visita, impedindo que o visitante percorra os arruamentos originais da citânia. Além disso, este tipo de estruturas como o passadiço, permite ao visitante ter uma visão de enquadramento do castro com a paisagem e ainda possibilita que qualquer visitante, independentemente das suas capacidades motoras visite o sítio arqueológico. Na visita efetuada em 2025, o investigador teve curiosamente a oportunidade de ver isso mesmo a acontecer: uma pessoa de mobilidade condicionada, numa cadeira de rodas, a visitar a citânia, sem nenhuma dificuldade. Todavia, conforme o Dr. Gonçalo Cruz, da Sociedade Martins Sarmento, em entrevista, este, apesar de equacionar a colocação de um passadiço de visitação na Citânia de Briteiros (Guimarães), acredita que este deverá ser mais rente ao solo e não tão alto como o que existe na Citânia de Santa Luzia, pois acaba por causar maior impacto visual na paisagem e no sítio arqueológico. Um defeito significativo deste passadiço é o facto de não possuir painéis informativos ao longo do mesmo para uma melhor interpretação. Em vez disso, são disponibilizadas umas brochuras explicativas da citânia em português, inglês, espanhol e francês aquando a compra do bilhete de entrada. Outra característica interessante a salientar é o facto de existir no local um pequeno rebanho de ovelhas que ajuda na limpeza do sítio arqueológico, sem danificar nenhuma das estruturas. As ovelhas acabam também por vitalizar a citânia, já que outrora era um animal comum deste tipo de povoados da proto-história. 

O local foi visitado em 2019, 2022 e 2025, sendo que em todas as visitas realizadas se encontrou a citânia sempre na mesma situação de conservação e valorização turística. Claro que umas vezes parecia mais limpa que outras, mas nota-se de facto a existência de trabalhos contínuos de manutenção e limpeza. Quanto à sua promoção, o município de Viana do Castelo promove-o como um dos seus principais recursos turísticos a visitar, colocando no seu mapa turístico e divulgando nos seus materiais oficiais físicos e digitais. Além disso, a citânia é bastante dinamizada através da realização de visitas guiadas, sobretudo orientadas para a comunidade escolar vianense. Algo que favorece bastante este povoado é o facto de ser vizinho de um dos principais recursos turísticos do norte do país e do principal recurso turístico de Viana do Castelo: o Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Segundo o arqueólogo municipal, o Dr. Miguel Costa, o próprio santuário e a sua construção no final do século XIX e inícios do século XX, foi o maior destruidor da citânia. Acresce ainda, a construção de um edifício hoteleiro nas traseiras do santuário que também levou à destruição de parte do povoado. Não só o município de Viana do Castelo divulga o local, a própria região turística do Porto e norte de Portugal também costuma divulgar a citânia como um importante recurso turístico nortenho, mais vezes até que outros grandes assentamentos castrejos, seguramente por ser de tutela estatal. Aliás, em 2019 foi realizado um investimento de mais de 100 mil euros, na altura feito pela extinta Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) com o intuito de melhorar a conservação da citânia, pago em parte pelo município de Viana do Castelo, demonstrando o interesse quer do Estado, quer do município no sítio arqueológico. Salienta-se ainda a promoção efetuada pelo Aspiring Geoparque do Litoral de Viana do Castelo, com a criação de uma entrada própria no seu website oficial, e ainda a promoção efetuada por importantes websites turísticos como o Lonely Planet que chegou a fazer um artigo dedicado à citânia em 2023, intitulado "Take a train through the misty Celtic landscapes of northern Spain and Portugal". Resta também enunciar que a citânia faz parte do elenco de património castrejo da Rota dos Castros da CIM Alto Minho, desde o princípio, sendo seguramente o seu membro mais relevante, graças à sua dimensão, conservação e valorização turística. Fez ainda parte do projeto CASTRENOR e na Rede de Castros do Noroeste, tendo também participado na candidatura a Património Mundial da UNESCO do património castrejo do noroeste peninsular, tendo sido sempre apresentado como um dos mais importantes dessa candidatura. 

Em suma, a Citânia de Santa Luzia é um recurso com enorme potencial turístico, graças à sua dimensão, estado de conservação, elevado número de ruínas visíveis, condições de visitação e promoção. Claramente que existe ainda um trabalho a ser feito quanto à sua apresentação-interpretação, quer através da colocação de painéis explicativos, quer por meio de novas tecnologias. Deve-se também dar a nota de que existe por parte do município vianense a vontade de obter a tutela do sítio arqueológico mediante negociações com o Estado e o Património Cultural I.P. 


Cividade de Âncora-Afife

Visitado a 24 de julho de 2025 

Para finalizar o concelho de Viana do Castelo, localiza-se a norte do mesmo a Cividade de Âncora, também designada de Cividade de Afife-Âncora, já que o sítio arqueológico está dividido entre o concelho de Viana do Castelo e o concelho de Caminha, selecionado pela sua relevância histórica e por se encontrar em vias de classificação. Como a grande parte da cividade se localiza dentro do município vianense, surge aqui como membro do património castrejo desse mesmo concelho. A Cividade de Âncora é um dos mais antigos sítios arqueológicos castrejos do país, tendo sido inicialmente escavada pelo próprio Francisco Martins Sarmento, que chegou a levar algum do espólio descoberto para Guimarães, como um lintel e uma ombreira, hoje visíveis no Museu da Sociedade Martins Sarmento. Foi alvo de diversas campanhas arqueológicas ao longo do tempo, que puseram a descoberto algumas estruturas castrejas, como um núcleo habitacional e um troço de uma das suas linhas de muralha. Nas suas proximidades existe ainda uma laje granítica com arte rupestre, conhecida como Gravuras Rupestres da Matança, sinalizadas por um pequeno painel informativo. Apesar da sua relevância, a Cividade de Âncora apresenta sinais de desleixo, falta de limpeza e manutenção. A limpeza do espaço é feita por um grupo de entusiastas por arqueologia de Afife designado de Núcleo Amador de Investigação Arqueológica de Afife (NAIAA), em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo. Este grupo como apresentado anteriormente é formado também por várias pessoas que participaram nas últimas escavações da cividade, sendo eles atualmente os seus verdadeiros guardiões. São eles que são responsáveis pelo depósito de uma elevada quantidade de espólio aí descoberto e ainda pela gestão do Núcleo Arqueológico de Afife, um pequeno espaço museológico sobre a pré-história, proto-história e antiguidade clássica da freguesia de Afife, com especial destaque para a cividade. No sítio arqueológico não existe nenhuma informação explicativa sobre o mesmo, ainda que seja membro integrante de um trilho concelhio. O seu principal acesso é basicamente um caminho florestal que é frequentemente utilizado por milhares de peregrinos em direção a Santiago de Compostela. Em 2025, durante cerca de 45 minutos foi possível detetar mais de 20 peregrinos nesse caminho, que seguramente desconhecem que mesmo ali ao lado existe tão importante sítio arqueológico. Para se conhecer mais sobre a cividade é necessário visitar o núcleo arqueológico de Afife, onde para além de painéis, existe um audioguia gratuito (acessível através de código QR no próprio telemóvel) em português, inglês, francês e galego. Foi o primeiro e único local visitado para esta investigação no território em estudo com informação disponibilizada em galego. Anteriormente existia também um núcleo museológico em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, sobre a cividade, contudo após contacto com o centro social onde se encontrava esse espaço museológico, foi obtida a informação que o mesmo já tinha encerrado definitivamente. Nenhuma justificação foi apresentada para explicar esse fecho. O local foi visitado tanto em 2022 como em 2025 apresentando as mesmas características tanto num ano como no outro, não sendo visíveis quaisquer melhorias a destacar. 

Quanto à sua promoção, a Cividade de Âncora como sendo património interconcelhio acaba por ser duplamente divulgada quer pelo concelho de Viana do Castelo quer pelo concelho de Caminha. A promoção vianense apresenta-o apenas como Cividade de Afife nos seus canais oficiais digitais, estando disponível informação sucinta sobre o sítio arqueológico e o núcleo arqueológico de Afife no seu website oficial. Por sua vez, a promoção caminhense apresenta-o apenas como Cividade de Âncora, tendo também uma entrada própria no website turístico oficial. Notou-se que a Câmara Municipal de Caminha possui uma promoção mais bem conseguida e forte do que a Câmara Municipal de Viana do Castelo, realizando também a título excecional visitas guiadas, tal como afirmado pelo Dr. Sérgio Cadilha, do município de Caminha, quer também afirmava a gestão partilhada, sugerida pelo próprio concelho a Viana do Castelo, como um dos principais desafios da gestão deste sítio arqueológico. Deve-se também denotar que a Cividade de Âncora é membro integrante da Rota dos Castro da CIM Alto Minho desde o princípio, tendo também integrado o projeto CASTRENOR. Fez também parte do elenco do património castrejo da candidatura a Património Mundial da UNESCO. 

Em suma, a Cividade de Âncora é um recurso com potencial turístico, graças à sua história arqueológica, às suas ruínas relevantes visíveis e ao elevado acervo de espólio que possui espalhado pela região. Contudo, o espaço necessita da realização de um projeto que melhore a sua usufruição turística, a sua conservação, que o englobe numa narrativa com as gravuras rupestres aí próximas e ainda que dirija os milhares de peregrinos que aí passam ao sítio arqueológico. O Dr. Gonçalo Cruz, da Sociedade Martins Sarmento, em entrevista, acredita que o projeto de valorização turística que foi realizado no Castro de Sabroso (Guimarães), podia perfeitamente ser realizado também na Cividade de Âncora, destacando o seu baixo custo, com o intuito também de a salvaguardar. Além disso, a sua relevância pode ser comprovada pelo trabalho que tem vindo a ser realizado por estes municípios com o intuito de classificar o sítio arqueológico, estando em vias de classificação como monumento nacional desde 2020.


Espaços Museológicos

Casa dos Nichos

Visitado a 24 de julho de 2025

No centro histórico de Viana do Castelo encontra-se a Casa dos Nichos, com uma forte coleção arqueológica de vários sítios arqueológicos vianenses. Mesmo à entrada encontra-se um dos seus principais destaques: uma estátua de guerreiro galaico, sem cabeça, mas com algumas inscrições em latim. Não se sabe a que castro pertencia, mas estaria numa casa na zona de Meixedo e depois teria sido doada à Câmara Municipal de Viana do Castelo. Na sala de exposição do espólio é possível ver vários achados variados, desde pedaços de cerâmica, cossoiros, pesos de tear, pesos de rede e salinas móveis. Tudo acompanhado de informações históricas explicativas e português e inglês. O museu, de entrada gratuita, possui uma forte componente lúdica, realizando diversas atividades com a comunidade escolar local, sobretudo baseadas no ensino da cultura castreja, como são prova as maquetes presentes de um povoado castrejo e de uma casa de planta circular (esta desmontável). Existe ainda uma réplica de uma arrecada e de um torque, bem como de uma cabeça de um castrejo (do género de cabeçudo e gigantone). No museu há ainda uma reconstrução de um tear, utilizando verdadeiros pesos de tear castrejos. A Casa dos Nichos assume-se como um importante espaço museológico para conhecer o passado arqueológico generalizado das terras de Viana do Castelo. 


Centro de Interpretação do Castro de Vieito

Visitado a 24 de julho de 2025

Outro espaço vianense dedicado à cultura castreja é o Centro de Interpretação do Castro de Vieito, localizado no interior da junta de freguesia de Perre. Seguramente é um dos mais diferentes museus sobre a matéria, já que representa a história de um povoado escavado de emergência e destruído posteriormente para a construção de uma autoestrada, tal como foi já apresentado. Divide-se em duas salas distintas. Na primeira sala, o visitante pode conhecer mais sobre o povoado castrejo do noroeste peninsular mais recentemente escavado. O espólio exposto nessa sala é essencialmente constituído por fragmentos de cerâmica, algumas ânforas, mas também uma coleção de itens de ferro como moedas e fíbulas. O destaque do seu espólio vai para um pequeno brinco de ouro e uma cabeça humana em granito com uma perfuração no meio levando a crer que poderia ter sido uma prisão de gado, mas como não apresenta desgaste poderá ter tido uma função completamente distinta. Na mesma sala existem alguns painéis tácteis com informações em português e inglês sobre o vale do baixo Lima, o próprio Castro de Vieito, os habitantes desse castro e o quotidiano doméstico dos castros. Nesses mesmos painéis há ainda alguns jogos para os mais novos como quizz e sopas de letras. Na segunda sala é possível ver mais alguns achados arqueológicos do castro como foicinhas, uma tenaz, prisões de gado e mais cerâmica decorada (relembrando que na escavação deste povoado foram descobertas mais de 14 toneladas de cerâmica). Essa mesma sala funciona como auditório onde é possível ver quatro vídeos distintos: um dedicado à arte e construção, à olaria, à mineração e metalurgia e outro à escavação do próprio castro. Aliás, numa das paredes é visível em grandes dimensões uma fotografia aérea desoladora da escavação efetuada, já cercada pela autoestrada, faltando mesmo construir aquele trecho onde se encontrava o castro. Conclui-se, portanto, que o Centro de Interpretação do Castro de Vieito é essencial, não só para conhecer o património castrejo vianense, mas sobretudo como um alerta da realidade assustadora que muitos castros e outros sítios arqueológicos já enfrentaram, enfrentam ou enfrentarão no futuro, de serem destruídos em prol do progresso e da modernidade, deixando a comunidade mais pobre na sua riqueza cultural e ferindo a sua história e identidade. Através do exemplo do Castro de Vieito presente neste centro de interpretação, o visitante pode refletir sobre estas ameaças e sublevantar-se em futuras ocasiões em novos Castros de Vieito.


Núcleo Museológico de Arqueologia de Afife

Visitado a 24 de julho de 2025 

Ao lado do edifício histórico do Casino Afifense, encontra-se o Núcleo Museológico de Arqueologia de Afife, espaço gerido pela Câmara Municipal de Viana do Castelo através do Núcleo Amador de Investigação Arqueológica de Afife (NAIAA). Este espaço museológico apesar de pequeno é muito interessante. Primeiramente, a sua entrada é livre de custos apesar de ser necessário realizar uma marcação prévia. Além disso possui um audioguia online gratuito em português, inglês, francês e galego (sendo o único museu com essa língua presente). O espólio exposto, acompanhado de desenhos, é proveniente de vários sítios arqueológicos da freguesia de Afife, com especial destaque para a Cividade de Âncora. Para além das suas salinas móveis, cossoiros e pedaços de ânfora, o destaque vai para uma suástica gravada numa pedra e para uma inscrição latina descoberta no Castro do Monte de Santo António por Abel Viana, que parece transmitir quem foi o construtor da muralha do povoado. Mas o grande foco vai mesmo para uma enorme pedra granítica, proveniente da Cividade de Âncora, coberta de decoração de linhas entrançadas, que poderá ter pertencido a uma ombreira de porta, já que é muito semelhante às achadas por Francisco Martins Sarmento e levadas posteriormente para Guimarães. Durante a visita efetuada com acompanhamento do arqueólogo municipal, o Dr. Miguel Costa, juntamente com um responsável do NAIAA foi ainda referido a existência de um armazém nas proximidades onde está depositado a uma grande quantidade de espólio descoberto na Cividade de Âncora, que se encontra sobre salvaguarda do NAIAA após estabelecido um protocolo com a Câmara Municipal de Viana do Castelo. Com encerramento definitivo do Centro de Interpretação Museológica do Vale do Âncora e com a reduzida coleção de artefactos presente no Museu Municipal de Caminha, o Núcleo Museológico de Arqueologia de Afife torna-se obrigatoriamente no melhor espaço museológico para descobrir mais sobre a Cividade de Âncora, mas também sobre o passado arqueológico do vale do rio Âncora. 


Núcleo Museológico de Arqueologia de Castelo de Neiva

Visitado a 24 de julho de 2025 

Para terminar o concelho de Viana do Castelo e o distrito homónimo, resta apenas aduzir o Núcleo Museológico de Arqueologia de Castelo de Neiva, localizado na junta de freguesia de Castelo de Neiva, ao lado de um outro núcleo museológico dedicado à apanha do sargaço e da sua importância para a comunidade. Este é provável o núcleo museológico mais rico em termos de espólio do concelho de Viana do Castelo e do seu distrito, já que aqui se encontram dois capacetes de bronze descobertos no Castro de Moldes. Para além do seu excelente estado de conservação, estes capacetes são diferentes dos descobertos até então, já que eles apesar de serem decorados com motivos castrejos, são na verdade capacetes romanos, o que demonstra a forte componente integradora da romanização na zona. Para além destes belos exemplares, é possível ainda ver pesos de tear, copos em bronze, fragmentos de cerâmica e uma salina móvel. Destaque ainda para uma ombreira de porta decorada. Considerar que o espólio presente vai desde os tempos proto-históricos até aos tempos medievais de ocupação do Castro de Moldes e construção do Castelo de Neiva. A entrada é gratuita e é feita durante o horário de funcionamento do edifício da junta de freguesia e, obviamente, é compensatória, nem que seja apenas para admirar os belos exemplares de capacetes que possui, únicos na cultura castreja do noroeste da Península Ibérica. 


Bibliografia

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