Porto
Espaços Museológicos
Museu de Arte Sacra e Arqueologia
Visitado a 28 de junho de 2025
Dentro da cidade invicta, dentro da Igreja e Convento dos Grilos, localiza-se o Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Porto, também designado de MASA. Foram várias as tentativas realizadas para visitar este espaço museológico, mas nenhuma delas foi bem-sucedida. Ora estava encerrado em suposto horário de funcionamento, ora estava fechado por falta de eletricidade, ora encerrado para a organização de um concerto. Independentemente do infortúnio(s) tido que impossibilitou uma visita in loco ao espaço museológico, não se deve esquecer-se de aqui referir este museu. Com entrada paga, o museu destaca-se sobretudo pela sua riquíssima coleção de arte sacra, ainda que exista também uma pequena coleção de arqueologia, com vestígios que remontam aos tempos pré-históricos, proto-históricos, romanos e medievais.
Os achados aí expostos são originários de vários sítios arqueológicos ora portuenses ora dos seus arredores, tendo sido alguns doados pelo Departamento de Arqueologia da Universidade do Porto. Em termos de temática assemelha-se muito ao já apresentado Museu Pio XII (Braga) onde duas temáticas nada relacionada se juntam no mesmo espaço museológico. Ainda assim, pela sua importância e relevante localização num dos destinos urbanos mais visitados da Europa Ocidental, o Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Porto merece uma visita para conhecer melhor o passado da região.
Museu do Porto - Arqueossítio da Rua de Dom Hugo
Visitado a 28 de junho de 2025
Nas proximidades do museu anteriormente apresentado, nas traseiras da Sé do Porto, na Rua de Dom Hugo, localiza-se um núcleo do Museu do Porto, denominado de Arqueossítio da Rua Dom Hugo. De entrada gratuita e dimensão muito reduzida, este arqueossítio é uma prova da rica e vasta cronologia da cidade Invicta. No mesmo espaço é possível ver vestígios de várias eras: romana, medieval, moderna e, obviamente, castreja. Nos tempos castrejos subsiste apenas a estrutura do que teria sido uma habitação de planta circular, comprovando a longa teoria de que o Porto se trata de um povoado castrejo que ao longo da sua existência nunca foi abandonado, estando sempre em contínua habitação. De acordo com os arqueológos esse castro chamar-se-ia de Castro de Penaventosa e estaria onde está hoje todo a zona habitacional e monumento do Morro da Sé do Porto.
Quanto ao seu espólio, é possível ler num painel expositivo aí presente quer em português quer em inglês que este se trata somente de cerâmica, mas que esta estaria associada a matéria de importação mediterrânica, tal como um resto cerâmico de ânfora de origem grega, comprovando também a forte importância comercial deste povoado no território. Apesar de o espaço museológico em questão não estar conectado com qualquer castro anteriormente apresentado, inventariado e avaliado, é, sem qualquer dúvida, um local relevante a entender a contínua ocupação destes povoados ao longo do tempo, sendo que houve uns que tiveram sorte de se tornarem em cidades enquanto que outros se destinaram à ruína e ao esquecimento.