Lisboa
Espaços Museológicos
Museu Nacional de Arqueologia
Visitado a 11 de março de 2022
O último museu aqui apresentado é o único que se localiza fora do território de estudo que é o noroeste de Portugal. É também o único museu nacional e aquele que possivelmente possui a coleção de espólio castrejo mais rica e de maior quantidade, proveniente dos mais diversos assentamentos castrejos portugueses. Trata-se do Museu Nacional de Arqueologia, localizado numa das alas do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, classificado como Património Mundial da UNESCO, tendo sido fundado em 1893. Salientar que à data de redação desta investigação o Museu Nacional de Arqueologia se encontrava sob trabalhos de remodelação, estando temporalmente encerrado para visitas desde 2022. Contudo, o museu foi visitado em 2021 e nessa visita foi percetível que tal espaço museológico possui duas salas distintas relevantes para esta investigação. Na primeira e maior sala é possível ver um conjunto de estátuas de guerreiros galaicos provenientes de alguns castros. O destaque vai para as estátuas de guerreiros descobertas no Castro de Lesanho (Boticas), das melhores conservadas descobertas até ao momento. Possui ainda uma coleção de berrões também provenientes de castros transmontanos. Na segunda sala e, possivelmente, a mais rica encontra-se a coleção "Tesouros da Arqueologia Portuguesa". Nessa coleção é possível ver do melhor que existe da ourivesaria castreja portuguesa, desde os finais da Idade do Bronze até à Romanização. Os principais artefactos expostos são os torques e as arrecadas em ouro. É o museu onde se encontra o maior número de torques no país. Para além disso, deve-se destacar a organização de exposições temporárias dedicadas a matérias distintas. Dentro da cultura castreja já foram organizadas algumas exposições: "Citânia de Sanfins: Uma Capital Castreja", "O Ouro Tradicional de Viana do Castelo. Da Pré-História à Actualidade" e "Pedra Formosa -Arqueologia Experimental em Vila Nova de Famalicão", esta última chegou a montar uma réplica em tamanho real do Balneário Castrejo do Castro de Eiras e da sua Pedra Formosa. Contudo, a última exposição dedicada à cultura castreja foi realizada no longínquo ano de 2008. Conclui-se, portanto, que o Museu Nacional de Arqueologia, ainda que se encontre fora do território estudado, é um ponto de passagem obrigatório para vislumbrar dos melhores artefactos aí descobertos. Com reabertura agendada para o ano de 2026, espera- se que com a sua remodelação, o museu ganhe uma melhor e nova interpretação, mais dinâmica, tecnológica, acessível e interativa, que até ao momento do seu fecho temporário não possuía. Acredita-se que com esta nova remodelação, financiada por fundos europeus, o Museu Nacional de Arqueologia se torne numa das maiores referências da arqueologia a nível europeu e mundial.