Braga


Sítios Arqueológicos Castrejos

Balneário Pré-Romano de Bracara Augusta

Visitado a 12 de julho de 2025

Iniciando a viagem por terras de Bracara Augusta, no Balneário Pré-Romano da Estação de Braga, localizado no interior da estação ferroviária da cidade, num piso subterrâneo, selecionado para esta investigação por ser um balneário castrejo e estar classificado como Imóvel de Interesse Municipal desde 2025. Este sítio arqueológico foi descoberto no âmbito da remodelação do edifício da estação no início do século XXI, reacendendo o debate entre os historiadores e arqueológos sobre a origem de Bracara Augusta, surgindo na mesa a tese de que a localidade terá sido um povoado castrejo antes mesmo da fundação da cidade romana. De facto, o balneário assume todas as características comuns de um edifício balnear castrejo, tendo ainda in situ a sua Pedra Formosa, ainda que não possua nenhuma decoração castreja à semelhança das outras Pedras Formosas do mundo castrejo, sendo talvez a mais simples descoberta até ao momento. 

Após a sua descoberta, o balneário foi alvo de um processo de musealização, com a colocação de barreiras físicas e painéis explicativos em português, inglês e francês, sendo adaptado por isso o projeto inicial de remodelação da estação para incorporar o sítio arqueológico. Em entrevista, o Dr. Miguel Carneiro, do gabinete de arqueologia municipal, afirmou que somente este sítio arqueológico castrejo se encontra "[…] em condições de promoção e visitação turística, por estar devidamente estudado, conservado e valorizados, dentro de um espaço musealizado […] com visita livre e gratuita […]". Apesar disso, o balneário encontra-se esquecido pela comunidade local e por aqueles que a visitam. Não existe nenhuma sinalética em todo o edifício da estação, nem junto aos cais dos comboios, que aponte para a existência de tão importante sítio arqueológico no seu interior. A promoção ao local feita pelo município é muito reduzida em comparação às outras ruínas, maioritariamente romanas, existentes no seu centro histórico. 

Em 2025, a Câmara Municipal de Braga lançou um novo website turístico onde se encontra um ponto relativo ao monumento, sendo essa talvez a pouca informação que exista sobre o mesmo, fora do período do evento de animação histórica da Braga Romana. Na opinião do investigador, este balneário acaba por ser muitas vezes promovido como mais uma ruína da cidade romana de Bracara Augusta, o que já aqui se verificou que não é a verdade. O próprio nome atribuído ao sítio arqueológico, utilizando a expressão "pré-romano" em vez de "castrejo", acaba por assumir que aquilo que é romano atrai mais do que aquilo que é castrejo. Talvez a reduzida quantidade de ruínas romanas (para aquilo que seria esperado numa cidade de tal importância na Antiguidade Clássica) levou a que os arqueológos optassem por esse termo, para dar quantidade ao acervo de ruínas romanas, numa perspetiva promocional ao passado romano de Braga. Certo é que o termo "pré-romano" não está incorreto, porque de facto os castros são pré-romanos, tendo até sido muitos deles romanizados e habitados até à Idade Média, como já foi anteriormente explicitado, mas não se vê a utilização desse termo em mais nenhum dos balneários existentes na cultura castreja, nem mesmo no balneário castrejo de Tongóbriga (Marco de Canaveses) que se encontra inserido dentro do complexo termal dessa cidade romana. O novo website do Visit Braga, cujos conteúdos foram elaborados pela equipa municipal de turismo, da qual o investigador desta tese doutoral faz parte, tentou colmatar esse equívoco, colocando devidamente o balneário numa aba dedicada aos monumentos pré-históricos e proto-históricos, em vez de o englobar no bolo dos monumentos de Bracara Augusta, como normalmente acontece (até em eventos como na Braga Romana). 

Recentemente, a Câmara Municipal de Braga aprovou a classificação deste sítio arqueológico como bem imóvel cultural de interesse municipal, um importante passo na sua salvaguarda, mas ainda insuficiente. Em 2024, há algumas notícias que relatam o mau-estado e a degradação da zona museológica do sítio arqueológico com sujidade e infiltrações, tendo até um grupo de ativistas alertado o Ministério da Cultura. Na visita efetuada em 2025 de facto as infiltrações são visíveis, com pedaços do teto do espaço degradados e com tinta a sair. Já na visita realizada em 2022, o balneário apresentava exatamente as mesmas condições, estando ainda sem qualquer tipo de proteção de classificação, que se apresenta aqui quase como a sua única melhoria. Deve-se também acrescentar que o balneário fez parte do projeto CASTRENOR. 

Em suma, o Balneário Castrejo (Pré-Romano) da Estação de Braga é um claro exemplar de como um sítio arqueológico possuidor de todas as valências possíveis de visitação como painéis informativos, bons acessos, segurança e possibilidade de visita por parte de visitantes de mobilidade reduzida acaba por ser esquecido quando não existe vontade de efetuar a sua promoção, quer a quem vive na cidade (quantos habitantes de Braga conhecem o balneário?) quer a quem a visita (que muitos deles acabam até por utilizar esse mesmo terminal de transportes como ponto de chegada à cidade). Através de uma maior divulgação, colocação de sinalética indicativa da existência daquele espaço e, acima de tudo, vontade, este balneário poderá se tornar num dos principais símbolos da cultura castreja da região e, principalmente, a primeira porta aberta para aqueles que desconhecem sequer esse passado "pré-romano". 


Castro de Monte Redondo

Visitado a 2 de agosto de 2025

Continuando pelo concelho bracarense, segue-se o Castro de Monte Redondo, localizado no sul do concelho. Apresenta-se aqui um castro classificado como Monumento Nacional desde 1910, um dos grandes legados do arqueólogo bracarense Albano Belino, que dentro da febre da arqueologia castreja, impulsionados anos antes por Francisco Martins Sarmento, acaba por realizar escavações nesse local (apenas num terço do espaço, devido a conflitos com os proprietários dos restantes terrenos). Albano Belino acreditava que o sítio arqueológico deveria possuir uma dimensão semelhante à Citânia de Briteiros, o que o torna num dos maiores castros da região do noroeste peninsular. Há muitos histórias engraçadas envolvendo este espaço, como pedidos feitos a Albano Belino ao pároco de Guisande para alertar as pessoas na missa para não irem roubar pedras e outros tesouros à escavação que estava a ser feita, já que estes lugares estavam sempre conectados com um certo misticismo, como explicitado anteriormente. 

Apesar de toda a sua relevância, o Castro de Monte Redondo encontra-se completamente vetado ao abandono, à mercê dos agentes de erosão natural e da destruição humana. Sempre foi apresentada como desculpa na sua salvaguarda o facto de se encontrar em propriedade privada e depois de existir algumas parcelas de terreno que estão localizadas já no concelho vizinho de Vila Nova de Famalicão. O sítio arqueológico foi visitado pelo investigador três vezes: uma em 2019, no meio de uma tempestade de chuva, onde mal eram visíveis as ruínas de algumas visitações; outra em 2022, onde se notava uma ligeira limpeza do espaço e a colocação de troncos de madeira a delimitar o espaço das ruínas como se fossem vaias de proteção; e uma última vez em 2025, onde as mesmas barreiras feitas de troncos pousadas no chão ainda existiam, mas os acessos estavam muito danificados e com muita vegetação evasiva. A única novidade visível na visita realizada em 2025 foi a colocação de uma placa num tronco a dizer "Castro de Monte Redondo", junto a uma das ruínas de uma habitação circular. O Castro de Monte Redondo e a sua proteção tem muito que se lhe diga. 

Em novembro de 2024, o investigador participou numa ação da associação cultural Braga Mais, do bracarólogo Dr. Rui Ferreira, organizada na junta de freguesia local, com o intuito de dar a conhecer este tão relevante sítio arqueológico. Nessa mesma sessão estavam presentes membros da autarquia local e os próprios proprietários do terreno, todos interessados na preservação e valorização do Castro de Monte Redondo. Mas aquilo que se assistiu foi aquilo a que o povo chama de um "pau com dois bicos". Por um lado, os proprietários queriam de facto salvaguardar o castro (que até faz parte da história da sua família, uma vez que os seus antepassados ajudaram Albano Belino na sua escavação) mas não querem abdicar do seu título de propriedade do seu terreno. Por outro lado, a junta de freguesia local, também preocupada com a sua preservação, só avança com qualquer projeto ou melhoria do espaço se o terreno for doado ou vendido à junta de freguesia. Ou seja, um impasse. Enquanto que um não ceder, o outro não avança, e as vontades pessoais vão se sublevando às vontades de proteção desse tão relevante bem classificado como Monumento Nacional. Além disso, os proprietários afirmavam que na sua opinião eles enquanto donos do terreno, têm feito muita coisa para ajudar na sua proteção, como a colocação de troncos a fazer a sua delimitação. Contudo quando confrontados com a existência de uma produção florestal de eucaliptos no sítio arqueológico, dizem que essa produção não chega à área do castro, o que, após observação in loco nas várias visitas efetuadas, tal não corresponde à verdade. Portanto aquilo que se notou é que vontade existe, mas apenas na teoria. 

Por sua vez, em entrevista, o Dr. Miguel Carneiro afirma que apesar de o município já conhecer todos os proprietários dos terrenos onde se encontra o sítio arqueológico (do lado de Braga, já que também existe uma pequena parte dentro do concelho de Vila Nova de Famalicão) o acordo de compra/aluguer do mesmo espaço ainda não ocorreu devido "[…] à disparidade da verba e condições exigidas por um dos proprietários […]". Na mesma sessão, um conjunto de populares também exibiu algum do espólio que encontraram lá e que furtaram do sítio arqueológico como mó manuais e algumas cerâmicas castrejas e romanas. De facto, o castro está repleto de espólio, sendo que em apenas 1 minuto lá, aquando a visita de 2025, foi possível juntar num pequeno monte mais de 20 pedaços de cerâmica castreja e romana que se encontravam aí espalhados pelo solo. A falta de alguma proteção real (e não apenas uns troncos pousados no chão) é um grande problema para o sítio arqueológico, que pode levar ao furto de espólio relevante e à própria destruição do mesmo e do próprio castro, muitas vezes por desconhecimento de quem ali passa. 

Em 2021, a Câmara Municipal de Braga noticiava que ia investir mais de 6 milhões de euros no seu património arqueológico, defendendo a ideia de preservar e valorizar o sítio arqueológico em questão, estando na altura na missão de identificar os proprietários dos terrenos. Em 2025, no âmbito das eleições autárquicas, alguns candidatos à junta de freguesia local defendiam como principal projeto a preservação e valorização do Castro de Monte Redondo, com a criação até de um passadiço a unir o sítio arqueológico ao famoso Penedo das Letras, também localizado nesse mesmo monte. Certo é que, até ao momento, nada foi devidamente efetuado, encontrando-se este Monumento Nacional num verdadeiro limbo. Enquanto que se continua a debater quem de facto deve ser o dono do terreno, o sítio arqueológico continua a se degradar cada vez mais. Em termos promocionais e apesar do seu novo website turístico, o castro não possui qualquer promoção. Em 2024, a associação local Fundação Bracara Augusta, em parceria com o município bracarense, apresentou um passaporte turístico com vários monumentos do concelho, e apesar de aí se encontrarem alguns castros bracarenses, o Castro de Monte Redondo não se encontrava listado porque, de acordo com a própria associação, as suas ruínas não eram visíveis e não iam enviar pessoas para o meio do monte. 

Devem de facto tomar-se ações concisas, pensadas e com a maior brevidade possível para atenuar a degradação do Castro de Monte Redondo, atribuindo-lhe o valor de um dos mais relevantes sítios arqueológicos castrejos da região do noroeste peninsular. Deve também ser salientada a existência de algumas visitas guiadas, realizadas excecionalmente e esporadicamente, pelos técnicos da Câmara Municipal de Braga, ao Castro de Monte Redondo, tal como afirmado em entrevista pelo Dr. Miguel Carneiro. 


Castro de Santa Marta das Cortiças

Visitado a 12 de julho de 2025

Noutro monte do concelho de Braga, este por sua vez mais conhecido que o Monte Redondo em Guisande, conhecido por Monte de Santa Marta das Cortiças, localiza-se o Castro de Santa Marta das Cortiças, selecionado para esta investigação por ser Imóvel de Interesse Público desde 1955. Situado ao lado da capela homónima, o sítio arqueológico escavado na década de 50 possui um passado muito para além do normal passado de vários outros castros da cultura castreja. Aqui foi também estabelecido um palácio suevo dos tempos em que Braga era a capital desse reino medieval. Além disso, existe ainda vestígios de uma basílica paleocristã no local. Apesar da sua relevância, o seu atual estado não foge muito daquilo que é o estado de outros castros do concelho. Na visita efetuada em 2022, ainda eram visíveis por outros os arbustos os buracos realizados pelos arqueólogos com as ruínas de algumas habitações e até do próprio palácio suevo com uma parede e uma coluna dórica pegada a essa mesma parede. 

Na visita realizada em 2025 a quantidade de vegetação evasiva era tanta que não era possível vislumbrar qualquer ruína, seja ela castreja ou medieval. Junta-se ainda a grande quantidade de lixo aí existente. Já na visita efetuada em 2022 o local parecia escondido aos olhares de quem aí vinha para ver a capela e desfrutar da incrível paisagem, então na visita de 2025 mais escondido só tapado com terra novamente. O seu atual estado tem vindo a ser alvo de preocupação por parte da junta de freguesia local de Esporões e à semelhança da promessa efetuada em 2021 pela Câmara Municipal de Braga para a valorização do Castro de Monte Redondo, foi também efetuada uma promessa para a criação de um espaço museológico no sítio arqueológico envolvendo o castro, o palácio suevo e a basílica paleocristã. Esse mesmo projeto estava até orçamentado em 130 mil euros e para além de ser promovido pela Câmara Municipal de Braga, também tinha o apoio da Junta de Freguesia de Esporões e da Comissão Económica da Santa Marta das Cortiças. Porém, a única coisa que foi realmente feita foi a colocação de um baloiço panorâmico, inaugurado em 2023, que apesar de ser uma estrutura muito atrativa nesses anos para a publicação de fotografias nas redes sociais, acaba por não beneficiar em nada a requalificação idealizada para o sítio arqueológico. 

Para agravar a degradação do castro e das outras ruínas, o próprio monte é muito utilizado por aficionados de veículos todo-o-terreno para a realização das suas provas, pondo em risco sobretudo algumas das suas linhas de muralha. O Dr. Miguel Carneiro, técnico do município bracarense, em entrevista, afirmou que apesar de ter sido feita uma forte insistência para a concretização desse projeto, "[…] por motivos que nos são alheios […] não foi concretizado […]". Em termos promocionais, o Município de Braga apenas se centra mais na questão da Capela de Santa Marta das Cortiças, respetivo miradouro e romaria aí realizada, não existindo no seu novo website turístico do Visit Braga qualquer informação sobre esse mesmo sítio arqueológico. Por sua vez, a junta de freguesia de Esporões promove-o como um dos principais recursos patrimoniais da freguesia. 

Em suma, o Castro de Santa Marta das Cortiças é um sítio arqueológico com uma elevada relevância devido às ruínas suevas que lhe são complementares, mas que devido à criação de falsas promessas, seguramente criadas no âmbito de campanhas eleitorais, continua vetado ao abandono, no esquecimento dos habitantes e daqueles que visitam o topo dessa montanha, quando podia perfeitamente ser um dos mais importante sítios arqueológicos da região, com uma relevância até internacional, graças às suas ruínas suevas aí presentes. 


Castro do Monte da Consolação

Visitado a 2 de agosto de 2025

Avançando para o monte vizinho da Consolação, em Nogueiró, onde se encontra o Castro do Monte da Consolação, selecionado por ser classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1992. Pequeno povoado castrejo, sobranceiro ao rio Este, terá sofrido várias alterações ao longo dos tempos. Ao contrário de outros castros da região, o Monte da Consolação foi sempre habitado, tendo grande parte das suas construções destruído o povoado, ao longo dos séculos. A construção da Capela de Nossa Senhora da Consolação (bem como dos seus equipamentos de apoio, como zona de merendas e o palco aí presente) será a mais evidente, que terá levado a realização de algumas terraplanagens na acrópole do castro. Atualmente, são visíveis muito poucas ruínas castrejas. Na verdade, apenas se conseguem ver algumas pedras que seriam de uma das suas linhas de muralha, num pequeno carreiro na sua vertente sul, inseridas no meio da encosta. Seguramente que o melhor vestígio desses tempos é o seu fosso escavado, muito bem visível na sua encosta oriental. 

De acordo com alguns populares da zona e de acordo com o próprio presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, Dr, João Tinoco, numa entrevista realizada em 2022, no âmbito da dissertação de mestrado deste investigador, existe ainda um trecho de muralha que está no interior de uma habitação no sopé do castro, sendo utilizada como parte da parede da própria casa. Salientar ainda que nessa mesma entrevista, o Dr. João Tinoco referiu que foram detetadas algumas ruínas de habitações de planta circular em algumas sondagens arqueológicas, mas que na altura se optou por tapar novamente essas ruínas, para uma melhor preservação do sítio arqueológico. No local, encontra-se ainda duas reconstruções de dois habitats castrejos, um de planta circular e outro de planta ovalada, com telhados de colmo, bem como um pequeno curral. A construção dessas estruturas, cuja técnica e veracidade estética foi auxiliada por arqueólogos locais e por arqueólogos do Departamento de Arqueologia da Universidade do Minho, veio auxiliar o evento de animação castreja aí realizado anualmente, designado de Festival Castro Galaico, que será explicitado mais adiante, um do mais relevante evento de animação castreja existentes em Portugal. Seguramente que o Castro do Monte da Consolação é praticamente apenas conhecido por ser o local onde se realiza esse evento. No local existe ainda alguns painéis informativos, com informação apenas em português, colocados pela junta de freguesia local, sobre o castro em si, sobre as construções castrejas e sobre o próprio fosso. 

Em termos promocionais, a Câmara Municipal de Braga, no seu novo website do Visit Braga, apresenta o Castro do Monte da Consolação como um dos principais monumentos pré-históricos e proto-históricos do concelho, sendo aliás o único castro presente nesse mesmo website turístico. Tal se deve, primeiro, por ser o palco de um evento anual com alguma relevância e, segundo, por ser o único com "algo visível, mais palpável", neste caso não se trata das ruínas, mas sim das suas duas reconstruções de habitats castrejos. Além disso, no próprio local, no interior da sacristia da Capela de Nossa Senhora da Consolação existe também um pequeno núcleo museológico dedicado não só ao castro (com algumas mós manuais e uma reconstituição de uma), mas também à história da Confraria de Nossa Senhora da Consolação. O espaço também assume importância na história moderna com a sua utilização como relevante bastião da Revolta da Maria da Fonte na cidade de Braga. A criação de um maior núcleo museológico, utilizando o edifício anexo ao palco aí presente, envolvendo toda esta história do castro, da confraria e da própria revolução, facilmente tornaria o local numa referência a nível regional, de forma a não o tornar apenas conhecido pelo evento do Festival Castro Galaico. Comparando as visitas efetuadas ao local, há que salientar que em 2022, ainda só existia uma reconstrução feita de uma habitação e ainda existia um painel informativo sobre o fosso castrejo, que na visita de 2025 já não existia. 

Em suma, o Castro do Monte da Consolação é claro exemplo de um sítio arqueológico que já tem uma certa aproveitação turística por ser o palco de um evento relevante da área, mas que ainda lhe falta em termos arqueológicos o palpável aliciante à vista do visitante, que pode perfeitamente ser trabalhado, de forma a assumir como um importante recurso turístico da cidade. 


Castro Máximo

Visitado a 12 de julho de 2025

Segue-se por sua vez o Castro Máximo, localizado no Monte Castro, muito próximo ao centro histórico da cidade de Braga, selecionado por estar classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1985. Falar do Castro Máximo é falar de Bracara Augusta, pois acredita-se que terá sido o principal povoado castrejo mais próximo da cidade romana, tendo sido abandonado aquando da fundação da cidade no ano 16 a.C.. Certo é que o Castro Máximo atualmente apenas existe nas páginas dos livros de história e arqueologia da cidade de Braga. Chegando ao local, mesmo com alguma limpeza do terreno, não existe nenhuma ruína visível desse tão relevante sítio arqueológico, mas nem sempre foi assim. 

Há que recuar ao início do século XXI para se conseguir vislumbrar algumas ruínas impressionantes do Castro Máximo, descobertas no âmbito da construção do Estádio Municipal de Braga, para receber jogos do Campeonato da Europa de Futebol de 2004. O que passou aí foi totalmente um desastre patrimonial, pois não se respeitou a zona de proteção do monumento criada em 1985. Na construção sobretudo da zona dos estacionamentos da bancada poente, acaba-se por descobrir várias ruínas de casas de planta circular, sendo realizada uma intervenção arqueológica de emergência durante 5 meses, com o intuito apenas de estudar as ruínas e retirar as mais importantes peças, e não com o intuito de as proteger da destruição, pois era impossível adaptar o projeto da construção do estádio para as manter. Poucos bracarenses sabem esta história, contudo alguns dos trabalhadores das obras chegaram a fotografar essas ruínas, como podem ver abaixo algumas dessas fotografias generosamente cedidas por uma habitante da zona. O espólio descoberto na altura foi levado para o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, como duas lareiras, e para o Museu Pio XII. Mas não foi só a construção desse estádio de futebol que levou à destruição de parte do sítio arqueológico, mas também uma antiga pedreira que aí funcionava. 

Atualmente uma parte da zona arqueológica está com acesso vedado devido ao perigo de queda da ravina da pedreira e para evitar que curiosos consigam ver jogos de futebol gratuitamente. Independentemente disso, não há nem do lado vedado nem do lado de acesso livre, alguma ruína castreja visível. Mas mesmo esse facto não impediu a Fundação Bracara Augusta de colocar no seu roteiro, já mencionado, uma página dedicada exclusivamente ao Castro Máximo. Sinceramente, não se entende muito os seus critérios de seleção para optar por um castro em detrimento de outro. 

Em termos promocionais, não existe nenhuma menção ao Castro Máximo nos meios de comunicação e promoção turística da Câmara Municipal de Braga, apesar de o castro estar referenciado na toponímia da cidade, num arruamento próximo ao sítio arqueológico designado de "Rua do Castro Máximo". Contudo, nos últimos anos têm surgido algumas ideias, por parte da freguesia local em adquirir os terrenos e proceder à musealização do sítio arqueológico e à construção de um espaço museológico que aborde o castro e a própria história da freguesia de S. Vicente. Este projeto foi inicialmente referido pelo presidente da freguesia, o Dr. Jorge Pires, em 2021, onde se contava ter uma ajuda camarária para o seu desenvolvimento, mas tal nunca chegou a acontecer. O local foi visitado em 2022 e em 2025, encontrando-se, em ambas as visitas, completamente abandonado, sem nenhum trabalho avançado desse projeto sugerido pela autarquia local. Além disso, num dos parques de estacionamento do Estádio Municipal de Braga, já dentro da sua zona de proteção, é realizado duas vezes por ano um evento de música eletrónica, chamado de Nómadas, cuja a instalação dos equipamentos com parafusagens e outras técnicas pode por em causa a salvaguarda do pouco que ainda existe do Castro Máximo. 

Pode-se concluir que de facto o Castro Máximo, apesar de ter sido alvo de uma grande destruição, com a devida vontade e visão poderá ser um relevante espaço castrejo da cidade e que possa explicar como era a vida anteriormente à fundação da cidade de Bracara Augusta. A sua proximidade ao centro histórico da cidade e aos seus principais terminais de transporte de acesso poderá ser um importante ponto a favor da sua recuperação com uma ambição turística. 


Fonte do Ídolo

Visitado a 2 de agosto de 2025

Para terminar a viagem pelo concelho de Braga, ainda no seu centro histórico, surge a icónica Fonte do Ídolo, classificada como Monumento Nacional. De todos os espaços arqueológicos apresentados até então neste concelho é, sem dúvida, o melhor, tanto quanto à sua musealização tanto quanto ao seu reconhecimento. A Fonte do Ídolo é um dos vestígios mais misteriosos descobertos na cidade de Braga, sendo um monumento claramente dos tempos de Bracara Augusta. A sua influência romana é notável, com as suas inscrições em latins e a representação de pessoa de toga. 

Ora, porque se adiciona a esta listagem de sítios arqueológicos de temática castreja uma fonte do tempo dos romanos? Primeiro pela sua origem, pois acredita-se que a Fonte do Ídolo seja de origem pré-romana, localizada seguramente num espaço considerado divino para os povos castrejos das redondezas, e as suas inscrições e figurações terão sido um acrescento, numa tentativa de monumentalizar aquela fonte no tempo dos romanos. Segundo, a Fonte do Ídolo é um excelente exemplo do processo da romanização na Península Ibérica, onde é monumentalizada uma fonte dedicada não a uma divindade romana como Neptuno, mas sim a uma divindade pagã castreja local chamada de Tongoenabiago, presumivelmente associada à deusa Nabia, que segundo acreditam os historiadores e arqueológos seria a deusa da água ou dos rios. Essa incorporação das culturas e divindades pagãs nos processos de romanização era muito comum, tal como demonstra este achado arqueológico. Por esses dois motivos se optou por colocar a Fonte do Ídolo nesta listagem. 

Obviamente que graças à sua forte componente aliada à cidade romana de Bracara Augusta (apesar de se localizar já fora das suas muralhas) sempre teve uma forte atenção por parte dos decisores políticos da cidade, tendo sido mesmo musealizada. O local possui um bilhete de entrada próprio, não sendo possível o acesso à fonte em si, mas sim um varandim sobre a mesma. No local existe ainda um vídeo explicativo em português e inglês sobre a fonte, explicando até a sua possível origem pré-romana. O local permite a visita por parte de qualquer visitante, independentemente do seu grau de mobilidade. São realizadas ainda no local várias atividades com crianças de várias escolas do concelho e também visitas guiadas a habitantes e visitantes. Claro que existem alguns aspetos que poderiam ser melhorados, como a colocação de sinalética rodoviária ou pedestre até ao local, pois acaba por ser descoberta pelos turistas uma vez que está mesmo ao lado do Palácio do Raio, e até a melhoria do espaço museológico, que já possui algumas infiltrações. A informação apresentada, apesar de correta, parece um pouco datada, sendo possível adquiri até o vídeo apresentado em formato DVD, quando se poderia tornar a informação apresentada muito mais digital e interativa. Outro pormenor a ter em conta é o facto de que a Fonte do Ídolo já não tem água própria, acreditando que tal terá acontecido após as obras de expansão do túnel rodoviário da Avenida da Liberdade em 2008-2009. Assim, os funcionários da Fonte do Ídolo têm que encher o tanque da fonte todos os dias com água de mangueira, para dar ilusão ao visitante de que aquela ruína realmente é uma fonte. 

Em termos promocionais, a Fonte do Ídolo surge como destaque no património arqueológico da cidade nos seus websites oficiais, por ser um dos principais achados arqueológicos da cidade e também um dos mais misteriosos. Em suma, a Fonte do Ídolo é sem dúvida um exemplo na preservação e valorização arqueológica em termos turísticos, apesar de precisar de uma certa adaptação aos tempos modernos que correm. 


Espaços Museológicos

Espaço Museológico do Monte da Consolação

Visitado a 2 de agosto de 2025

Único local onde se pode observar espólio deste povoado castrejo, o Espaço Museológico do Monte da Consolação localiza-se precisamente no Monte da Consolação, dentro do que seria a acrópole do mesmo povoado. Atualmente está instalado sobre a sacristia da Capela de Nossa Senhora da Consolação, no que seria o sótão da mesma. O espólio alberga peças não só castrejas, mas também da própria história da Irmandade de Nossa Senhora da Consolação, como antigas bandeiras e ainda um velho cravo do coro da capela. As peças castrejas centram-se em mós manuais, incluindo uma reconstrução de uma mó manual, utilizando madeira, para uma melhor interpretação de como funcionaram estes instrumentos relevantes da vida castreja. 

Visitar este espaço museológico não é fácil, sendo que apenas se conseguiu visitá-lo em 2022, no decorrer do Festival Castro Galaico. Essa visita foi orientada na altura pelo próprio Dr. João Tinoco, presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões. Fora esse evento, é muito difícil encontrar momentos em que esse núcleo museológico esteja aberto, ainda que de acordo com populares da freguesia, são realizadas esporadicamente visitas à comunidade escolar local. A visita não possui qualquer custo e não existem de momento quaisquer planos de criar um horário regular de abertura do núcleo museológico por parte da autarquia local. 


Museu Distrital de Arqueologia D. Diogo de Sousa

Visitado a 12 de julho de 2025

Considerado como um dos principais museus de arqueologia do país, o Museu Distrital de Arqueologia D. Diogo de Sousa, localizado no coração de Bracara Augusta, é um ponto de passagem obrigatório para conhecer mais sobre o passado proto-histórico da região. Logo na primeira sala da sua coleção permanente, junto aos achados da pré-história, encontra-se o espólio castrejo de vários sítios arqueológicos do concelho e do distrito. A coleção tem dois achados que merecem aqui uma nota destacada. O primeiro é um capacete de bronze, descoberto no Castro de Lanhoso (Póvoa de Lanhoso), decorado com nervuras, ainda possuidor de uma corrente constituída por mais de 52 elos de arame dobrados. Sem dúvidas um dos capacetes mais bem preservados deste período que, juntamente com os de Castelo de Neiva, ajuda a provar a existência de passagem de modelos de capacetes gregos e romanos à Península Ibérica. O segundo achado presente neste museu que merece o seu destaque é a estátua de guerreiro galaico, sem cabeça, descoberta na Citânia de S. Julião de Caldelas (Vila Verde), em 1981. A estátua, elemento caracterizador da cultura castreja do noroeste peninsular, representa uma figura ornamentada e armada com um pequeno punhal e um escudo redondo com uma inscrição latina. É considerada um dos ex-líbris do museu. 

A entrada no museu é gratuita para cidadãos nacionais, sendo o seu bilhete normal de acesso de 5€. O principal aspeto negativo a salientar do museu é a sua reduzida interpretação, sendo que um visitante quando se depara com a estátua, por exemplo, desconheça o seu valor, a sua proveniência e peso histórico para a cultura castreja e a proto-história nacional e peninsular. 


Museu Pio XII

Visitado a 12 de julho de 2025

Não tão conhecido pela sua vertente arqueológica, o Museu Pio XII é um dos principais museus da cidade de Braga, sobretudo pela sua coleção de arte sacra, mas também pela galeria que possui de retratos e outras pinturas do artista Henrique Medina. Focando agora na sua componente arqueológica, ela possui obviamente uma menor dimensão que a do museu vizinho apresentado no parágrafo anterior. A sua coleção arqueológica foca-se primeiramente em Bracara Augusta, com destaque para um mosaico proveniente de uma domus descoberta no claustro do seminário onde se encontra o próprio museu. Grande parte do seu espólio proto-histórico baseia e algumas descobertas realizadas no Castro Máximo e no Castro de Monte Redondo, no concelho de Braga, com predominância de fragmentos cerâmicos, mas também alguns achados de ferro e bronze. 

O museu possui entrada paga, sendo possível agendar visitas guiadas para grupos superiores a 10 pessoas. À semelhança de outros museus arqueológicos aqui apresentados, a sua interpretação é muito reduzida, sendo que nas peças castrejas, apenas refere de que se tratam e qual a sua origem e data.


Bibliografia

Antunes, S., 2022. Braga recebe Festival Castro Galaico com muita animação musical. [Online]
Available at: https://bragatv.pt/braga-recebe-festival-castro-galaico-com-muita-animacao-musical/
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Associação Cultural e Festiva "Os Sinos da Sé", 2012. Braga Celta 2012. [Online]
Available at: https://acfsinosdase.blogspot.com/2012/09/braga-celta-2012.html
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Blogue do Minho, 2025. Braga propõe classificação do Balneário Pré-Romano da Estação como Bem Cultural de Interesse Municipal. [Online]
Available at: https://bloguedominho.blogs.sapo.pt/braga-propoe-classificacao-do-balneario-34430366
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Braga Romana Bons Exemplos, 2009. Castro Máximo arrasado pelo novo Estádio Municipal de Braga. [Online]
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Braga TV, 2021. Braga: Junta de São Vicente quer musealizar Castro Máximo. [Online]
Available at: https://bragatv.pt/braga-junta-de-sao-vicente-quer-musealizar-castro-maximo/
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Câmara Municipal de Braga, 2025. Balneário Pré-Romano da Estação de Caminhos de Ferro. [Online]
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Câmara Municipal de Braga, 2025. Braga propõe classificação do Balneário Pré-Romano da Estação como Bem Cultural de Interesse Municipal. [Online]
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Câmara Municipal de Braga, s.d. Castro de Monte Redondo. [Online]
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Câmara Municipal de Braga, s.d. Castro Máximo, ou Monte de Castro. [Online]
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Câmara Municipal de Braga, s.d. Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças. [Online]
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Correio do Minho, 2024. XIV Castro Galaico celebra através da música as raízes celtas da freguesia de Nogueiró. [Online]
Available at: https://correiodominho.pt/noticias/xiv-castro-galaico-celebra-atraves-da-musica-as-raizes-celtas-da-freguesia-de-nogueiro/153841
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Correio do Minho, 2012. Santa Marta das Cortiças: uma viagem à cultura celta. [Online]
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Diário do Minho, 2024. Festival Castro Galaico celebra a cultura e une norte à Galiza através da música. [Online]
Available at: https://www.diariodominho.pt/noticias/braga/2024-07-09-festival-castro-galaico-celebra-a-cultura-e-une-norte-a-galiza-atraves-da-musica-668d6e77db9fd
[Acedido em 2 agosto 2025].

Diário do Minho, 2025. Festival Castro Galaico regressa para celebrar as raízes de um povo. [Online]
Available at: https://www.diariodominho.pt/noticias/braga/2025-07-08-festival-castro-galaico-regressa-para-celebrar-as-raizes-de-um-povo-686d53be27cd9
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Direção-Geral do Património Cultural, 1994. Castro Máximo/Monte de Castro. [Online]
Available at: https://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1721
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Direção-Geral do Património Cultural, 1994. Povoado do Monte da Falperra / Estação arqueológica de Santa Marta das Cortiças. [Online]
Available at: https://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1062
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Available at: https://www.uminho.pt/PT/siga-a-uminho/Paginas/Detalhe-do-evento.aspx?Codigo=59987
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