Amares
Sítios Arqueológicos Castrejos
Castro de Lago
Visitado a 8 de junho de 2025
Para começar o distrito de Braga, inicia-se pelo concelho de Amares, banhado pelos rios Cávado e Homem. Aqui encontra-se o Castro de Lago, selecionado por estar classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1984. Pobre local. Trata-se do primeiro povoado (de 53) aqui apresentado que foi também visitado em 2022, no âmbito da investigação da dissertação de mestrado deste investigador. Do sítio arqueológico pouco existe, sendo somente visíveis algumas pedras que pertenceriam à sua linha de muralha, bastante cobertas com vegetação evasiva. Trata-se de um bom exemplar de um castro agrícola, localizado a uma reduzida altitude, junto a planícies férteis nas margens do rio Cávado.
O local é um recurso que não existe quer para a freguesia local, quer para o município de Amares. Não existe nenhuma sinalética rodoviária ou qualquer promoção em qualquer meio de comunicação social, nem nos websites oficiais dessas autarquias. Além disso, nota-se uma certa destruição do sítio arqueológico com a construção de algumas residências nas suas imediações e a passagem de tratores e outros equipamentos agrícolas para lavrar os campos que se encontra no seu sopé. Em tempos idos, pode-se imaginar que a própria colina onde se encontre o sítio arqueológico poderá ter sido banhada pelo próprio rio Cávado, que poderá ter destruído e degrado algumas estruturas do povoado, sobretudo as suas ordens de linhas de muralha. A sua presença encontra-se quase somente limitada à toponímia de um arruamento próximo chamado de Travessa de Monte Crasto.
Nem com a criação do Caminho de São Bento que aí passa bem próximo, se procurou promover e recuperar o sítio arqueológico para que os seus peregrinos o pudessem conhecer. Como dito anteriormente, o Castro de Lago foi visitado no transato ano de 2022, não se denotando nenhuma melhoria ou alteração positiva ao sítio arqueológico na visita realizada em 2025. O local à semelhança de 2022 encontra-se coberto de vegetação evasiva, o que impossibilita vislumbrar praticamente quaisquer ruínas, e os próprios acessos não são os mais adequados.
Em suma, apesar de o Castro de Lago ser uma importante referência da cultura castreja por ser um excelente exemplar de um castro agrícola, a sua preservação encontra-se ameaçada pela inércia dos autarcas e habitantes locais em salvar e valorizar um dos seus principais sítios arqueológicos, não se encontrando de momento qualquer plano em marcha para inverter essa situação. Assim, o Castro de Lago não é um exemplo de um assentamento castrejo com potencial turístico, apesar da sua singularidade e da sua paisagem impressionante sobre o rio Cávado.
Bibliografia
Direção-Geral do
Património Cultural, 1994. Povoado do Lago / Estação arqueológica do Lago. [Online]
Available at: https://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1108
[Acedido em 16 agosto 2025].
Martins, M., 1989. O povoado fortificado do Lago, Amares. Conimbriga, Volume 28, pp. 229-252.